E novamente ganhamos o mundo. Dessa vez, sedentos de história, resolvemos conhecer dentre outros lugares, o Leste Europeu e também Berlim.
ROTEIRO DA VIAGEM:
Bruges/Bruxelas/Amsterdam/Viena/Budapeste/
Bratislava/Praga/Dresden/Berlim/Paris
Dividirei essa viagem conforme abaixo:
1ª PARTE - Chegada em Paris, visita à Bruges, Bruxelas e Amsterdam
2ª PARTE - Visita às cidades imperiais: Viena, Budapeste e Praga
3ª PARTE - Visita à Berlim e Paris
As visitas à Bruges, Bruxelas e Amsterdam nos fizemos sózinhos, entre os dias 15 e 22/04/10;
Por nos sentirmos inseguros por causa da língua, preferimos fazer o percurso "Viena -Budapeste - Praga - Berlim", com duração de 11 dias, na companhia de guia espanhol, compartilhado com passageiros de outras nacionalidades;
A visita à Paris também, nós fizemos sózinhos, no período entre 03 e 05/05/10
Portanto, no dia 15/04/10 quando se iniciava a primeira parte da viagem, aterrisamos no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. No aeroporto mesmo, seguimos para a estação do TGV para pegar o trem até Brugges, com escala em Bruxelas.
Eram 16:00 hs e o aeroporto de Paris estava numa confusão só, muito corre corre, vôos atrasados e muita gente estressada. Muito tempo depois, aguardando o nosso trem que só sairia as 20:30 hs é que ouvimos uma brasileira no telefone falando com os pais que estavam num país próximo e não estavam conseguindo pegar o vôo para Paris por causa das cinzas do vulcão. Aí quando a brasileira terminou de falar é que a abordamos e ficamos sabendo que todos os vôos em Paris estavam atrasados ou cancelados por causa do problema no vulcão da Islândia e que a correria era porque as pessoas também já não estavam conseguindo comprar bilhetes porque todos os trens já estavam lotados. Imagine a nossa surpresa. Tínhamos acabado de chegar naquele lindo país onde o caos começava a se instalar. Como estávamos com o nosso bilhete garantido ficamos esperando o horário do nosso trem. Ás 19:30 hs resolvemos pedir informação num balcão próximo para saber se estávamos na plataforma certa e ficamos sabendo que por motivo de greve em Paris, o nosso trem havia sido cancelado e que o último trem para Bruxelas estaria saindo dentro de 15 minutos. Nesse momento ficamos meio que desesperados pois não sabíamos o que fazer já que a mulher nos falou que o trem estava lotado e que não sabia como seria os horários de trem do dia seguinte, por causa da greve. Mesmo sem bilhete, resolvemos arriscar e pegamos o referido trem e nos acomodamos no meio das bagagens para uma viagem de 2 horas até Bruxelas.
Bruges é uma das cidades medievais mais intactas do planeta. Seu centro histórico foi tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco em 2000. A cidade é rodeada de canais e um dos programas mas apreciados pelos visitantes é percorrer esses canais de barquinhos turísticos, que saem de dez em dez minutos para um tour navegando sob pontes e árvores e apreciando suas construções antigas...nada mais romântico...assim é Bruges.
As principais atrações de Bruges estão concentradas no centro histórico, a curtas distâncias o que possibilita explorá-la de bicicleta, nas trilhas demarcadas para esse fim, já que as bicicletas tem trânsito preferencial e todo mundo respeita ou, a pé, que foi a opção escolhida por nós.
Estando na cidade não se pode esquecer de degustar os chocolates caseiros, as deliciosas trufas,os biscoitos típicos, e a cerveja acompanhada de uma boa porção de batata frita, invenção belga, que é tão querida no país que ganhou até um museu que abriu em 2008.
Assim que o trem chegou em Bruxelas pegamos um taxi até o Hotel Sofitel Europa onde só deixamos a bagagem e saimos para o centro da cidade.
Bruxelas, a capital da Belgica, Sede da União Européia, é uma cidade grande e cosmopolita. Tem uma das praças mais bonitas da Europa, a Grand Place, bons museus e um símbolo que é, no mínimo, curioso: o Manneken Pis, uma estátua de um menino fazendo xixi. As principais atrações ficam dentro do anel viário que engloba todo o centro histórico. Nessa região o trânsito é restrito e o melhor é bater perna mesmo.
Então, no centro da cidade, compramos um ticket de ônibus, válido por 24 hs, que faz o city tour por toda a cidade, anunciando nos microfones individuais, em quatro idiomas, informações sobre os pontos históricos principais, nos permitindo saltar nas diversas paradas e pegar o próximo ônibus que passa a cada vinte minutos. Isso foi bom porque percebemos logo de cara que a cidade é bastante grande e tivemos a ideia real da beleza, limpeza e da própria arquitetura de Bruxelas. A seguir algumas fotos desse passeio:
Assim que chegamos ao centro histórico nos deparamos com a Grand Place: conjunto arquitetônico do século 12, toda cercada por edifícios históricos que pertenceram a nobres no passado, e que é a alma da cidade. Realmente é muito linda a Grand Place, conforme fotos a seguir:
Nas imediações da Grand Place, atrações para todos os gostos: catedrais, palacetes e torres, cafés, restaurantes, bares 24 horas e lojas dos chocolates mais famosos do mundo. O que inclui também, necessariamente provar um dos cerca de 500 tipos de cerveja produzidos no país, sempre acompanhado com uma porção de batatas fritas, invenção belga.
Depois disso visitamos as galerias St.Hubert, construída em meados do século 19, que é a rua de shopping coberta mais antiga da Europa Ocidental.
No dia que saimos do Brasil o maridão mandou um e-mail para o Steve, amigo nosso que mora em Luxemburgo, dizendo a ele que estaríamos em Bruxelas entre os dias 17 e 19/04. E qual não foi a nossa surpresa ao chegarmos no hotel nessa noite, encontramos um recado do Steve dizendo que estaria em Bruxelas na manhã do dia seguinte para passar o dia com a gente. E assim foi. No dia seguinte ainda estávamos tomando o café da manhã quando o Steve chegou no hotel com toda a sua linda família: a Katia, a Lorena, o Luiz, o Matheu e o pequenino que ainda não conhecíamos, o Rafael Leonardo. No dia anterior o maridão e eu tínhamos decidido voltar ao Atomium para conhecê-lo por dentro. Como o Steve ainda não conhecia o Atomium ele gostou da idéia e todos nós fomos para lá conhecê-lo.
O Atomium tem o formato de um átomo ampliado 165 milhões de vezes. Esta enorme estrutura composta por 9 esferas interligadas por tubos, tem 102 metros de altura. Foi inaugurado em 1958, como ponto central da feira mundial de Bruxelas. Quase todas as esferas estão interligadas por escadas rolantes e em cada uma delas há atrações audovisuais.
Da esfera mais alta têm-se uma vista espetacular de toda a cidade.
Valeu a pena conhecer o Atomium e desfrutarmos horas tão agradáveis na companhia dos amigos, que sempre são bem vindos. Num país estranho então, nem se fala. Esse vai ser um dia, com certeza, que nunca mais nos esqueceremos. Obrigado Steve pelo seu carinho.
Depois disso voltamos a pegar o ônibus do city tour e fomos visitar o Museu do Automóvel.
E no dia seguinte nos dirigimos novamente a Estação Central onde pegamos o TGV para Amsterdam, onde passamos mais 04 dias.
E assim que chegamos na belíssima Central Station procuramos por um taxi para nos levar ao nosso hotel. Como não vimos nenhum por perto, resolvemos atravessar a ponte em frente a estação para pegar o taxi do outro lado da rua. Ainda sobre a ponte tirei as duas fotos a seguir:
Amsterdam - psicodélica, liberal e ousada. Na mesma vizinhança em que as meninas de vida fácil comercializam seus corpos nas inúmeras vitrines do Bairro da Luz Vermelha, convivem uma igreja fantástica erguida no século 14, uma sinagoga do século 15, a Universidade, um museu dedicado à maconha e ao haxixe, bares em que estas substâncias são comercializadas, os famosos Cofee Shops, muitas lojas de Sex shops, várias casas de Shows de Sexo Explícito, centenas de bicicletas e barquinhos que singram os inúmeros canais. Mas nem tudo se resume a sexo, drogas e rock´n´roll. Apesar desse clima meio maluco, Amsterdam não é um lugar violento e de acordo com um estudo da Universidade de Michigan, EUA, os holandeses estão entre os três povos mais felizes do planeta, com 92% de sua população se declarando feliz (os outros dois são islandeses e dinamarqueses).
A Holanda é tolerante com as preferências sexuais e a prostituição é tratada com transparência, como uma profissão e é taxada pelo governo. A Holanda pode ser um país pequeno mas faz barulho.
Orgulhosos os holandeses afirmam que Deus criou o mundo mas que eles criaram a Holanda já que fizeram um milagre com seu terreno pantanoso, construindo diques, criando terras férteis e erguendo cidades. Para quem não sabe, Amsterdam está 4 metros abaixo do nível do mar.
O Centro de Amsterdam é cortado por inúmeras ruazinhas estreitas onde trafegam cerca de 500 mil bicicletas. A foto a seguir é de um dos vários estacionamentos de bicicleta que encontramos por toda a cidade. Note que ele é tão grande que não deu para fotografá-lo por inteiro.
A cidade de Amsterdam é cercada por 160 canais cobertos por mais de 1200 pontes. Andando pelos canais nota-se que existem vários barcos ancorados. Muitos deles, cerca de 3000, são casas flutuantes, restaurantes ou hotéis. Apesar de parecer uma opção barata de moradia, a procura é maior do que a oferta e os aluguéis são bem altos. A foto a seguir é exemplo de uma dessas casa-barco onde inclusive a Rede Globo usou no início da novela Páginas da Vida, como casa da personagem Nanda.
Amsterdam, suas praças, seus becos, suas ruas, sua linda arquitetura.






Depois de passarmos os 4 dias mais diferentes das nossas vidas e vivermos momentos inesquecíveis em Amsterdam eu e o maridão fomos para o Aeroporto onde embarcamos para Viena num vôo da KLM.
Em Viena se iniciava o nosso tour "VIENA - BUDAPESTE - PRAGA - BERLIM", com duração de 11 dias, na companhia de guia falando espanhol, compartilhado com passageiros de outras nacionalidades.
Começando a segunda parte da viagem, falarei especificamente sobre as cidades imperiais: Viena, Budapeste e Praga.
Viena é a capital da Áustria e centro cultural e político do país, sendo também a maior cidade sobre o rio Danúbio. Segundo a Mercer, Viena é a melhor cidade do mundo para se viver seguida por Zurique, Genebra, Vancouver e Auckland.
Viena foi a cidade natal de diversos escritores, compositores e artistas em geral, destacando-se entre eles Franz Schubert e Strauss. Dentre as figuras vienenses está também Freud, famoso psicanalista austríaco. Além dos compositores nativos, muitos outros compositores de outros países foram atraídos para a Áustria devido ao patrocínio dos Habsburgo, entre os quais Ludwig van Beethoven e Johannes Brahms.
Localiza-se na cidade de Viena uma das maiores catedrais góticas medievais, a Catedral de Saint Stephan, um grande exemplo da arquitetura medieval que remonta ao século XI.
A cidade tem vários palácios como o Palácio de Schönbrunn, conhecido também como o Palácio de Versalhes de Viena, que é um dos principais monumentos históricos e culturais da Áustria e que desde o século XIX tem sido uma das principais atrações turísticas da cidade.
Ao aterrisarmos em Viena, a Sato Tours, estava nos aguardando e fez o nosso traslado até o Hotel Savoyen. Como o city tour só seria feito no dia seguinte, só deixamos as bagagens no hotel e saimos para um reconhecimento da área.
Viena, envolvida em história de reis, impérios e grandes compositores clássicos. Aqui os russos depois da 2ª guerra mundial, ficaram até 1955. Nessa praça um monumento aos soldados soviéticos.
Chegando ao Marriot Hotel nos instalamos e saimos imediatamente para uma visita a cidade, conhecida como a pérola do Danúbio, dividida em duas partes: "Buda", à direita do Danúbio, onde se encontram o bairro antigo da cidade, as residências da alta sociedade e as embaixadas, e "Pest", à esquerda do Danúbio, onde estão localizados o centro comercial, os hotéis e restaurantes. A visita destacou o Bastião dos Pescadores e a Catedral de São Matias.
Budapeste, apesar de linda observamos alguns prédios e obras seculares que se acabaram no período comunista. Aqui faltava luz, água, etc. Os budapestinos agradecem a queda do Muro e do império soviético.
Foto tirada em frente ao nosso hotel, localizado em Peste, com a vista do Palácio real do outro lado, no alto, situado em Buda.
Originalmente batizada de Nossa Senhora de Buda, esta bela igreja coberta de telhas coloridas em alegres padrões é mais conhecida hoje pelo nome de Matias, o santo que também foi o mais famoso dos reis húngaros. Em meados do século XV, o Rei Matias a reconstruiu no local de uma igreja mais antiga (acredita-se que do século XI). Construída, destruída e reformada diversas vezes, a igreja de alguma forma reflete a turbulenta história da capital húngara, com batalhas, cercos, invasões e expulsões. Da obra de Matias, o Justo, a característica mais notável ainda em pé é a sua torre esguia. Muitos eventos importantes tomaram lugar nesta bela catedral, de coroações e casamentos reais a bombardeios. O interior é austero, com predominância de tons em vermelho e muitas obras de arte ali depositadas ao longo da história.
A foto a seguir foi tirada em Buda, no Bastião dos pescadores, pegando abaixo em Peste, o Rio Danubio e suas pontes, na primeira foto e o belíssimo Parlamento, na segunda foto.
Pegamos então o caminho até a divisa da Austria passando por lindos campos onde a alguns anos atrás eram campos minados cheios de bombas, canhões, soldados e cães, devido a divisão do mundo capitalista e socialista. Nessa região praticamente três fronteiras: Austria, Hungria e Tchecoslováquia, sendo os dois últimos atrasados e dominados pelos russos.
No caminho para Praga passamos por Bratislava, capital da Eslováquia e fizemos uma parada para conhecê-la. Infelizmente só deu para conhecermos a cidade velha. A seguir algumas fotos, destacando-se a do castelo de Bratislava, uma das estruturas mais proeminentes da cidade, já que fica destacado no alto de uma colina.
A cidade de Bratislava caracteriza-se por torres medievais e grandiosos edifícios do século XX. Nos últimos anos está sofrendo uma grande trasformação, tanto a nível de recuperação de edifícios, como na melhora das deterioradas infra-estruturas herdadas do antigo regime comunista.
Praga, conhecida como A "cidade das cem cúpulas", é a capital e a maior cidade da República Checa. Localiza-se sobre colinas, em ambas as margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. Tem uma área de 496 km² e uma população em torno de 1.300.000 habitantes.
Em 31 de dezembro de 1992, com a dissolução dos laços que uniam checos e eslovacos numa federação única, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia e passou a ser capital da República Checa.
A capital checa possui um dos mais belos e conservados patrimônios arquitetônicos da Europa. Isso se deve principalmente ao fato de ela ter sofrido relativamente poucos danos durante as duas guerras mundiais. Monumentos, igrejas, ruas estreitas e prédios históricos contrastam com as modernas edificações da cidade.
Numerosos monumentos integram a paisagem urbana da capital, composta de lindas ruelas de traçado irregular que contrastam com os novos bairros residenciais, de arquitetura moderna. As partes históricas da cidade são preservadas como monumentos nacionais.
Muitos castelos, muitas igrejas, dentre elas a do Menino Jesus de Praga.
Dentre as numerosas pontes que atravessam o rio Vlatva está a famosa Ponte Carlos que liga a Cidade Velha ao Castelo de Praga.
Então, só deixamos a nossa bagagem no hotel e saimos com o nosso guia para um passeio opcional chamado "caminho real" que leva esse nome porque segue o caminho de cortejo da coroação dos reis até a Catedral de São Vito. Nesse passeio fomos premiados com as mais belas imagens da cidade já iluminada, descubrindo os lugares mais escondidos em uma viagem por 5 séculos de arquitetura e arte. Fomos levados de ônibus até o alto do bairro do castelo de onde pudemos ter a bela vista de toda a cidade iluminada e de onde começamos a nossa viagem pelo tempo. Na continuação do passeio nos dirigimos ao Bairro Pequeno para cruzar depois a famosa Ponte Carlos sobre o Rio Moldava, nos dirigindo então para a cidade velha. Chegando a praça da cidade velha, ponto culminantes do nosso passeio noturno, centro histórico da cidade. Terminando o passeio na Torre da Polvora nos dirigimos ao nosso ônibus que nos levou de volta para o hotel. A seguir algumas fotos desse belíssimo passeio.
no interior da Catedral de San Vito
Nesse mesmo dia, à noite, fomos ao teatro ver uma versão moderna de Alice no País das Maravilhas. Na peça nada se fala mas se entende tudo pelo movimento e vôo dos personagens. É um teatro negro iluminado apenas por lanternas. Foi um lindo espetáculo.
E ainda a Praça Venceslau com o Teatro Nacional ao fundo.
E aqui começava a terceira e última parte da viagem, onde falarei especificamente sobre as cidades de Dresden e Berlim, Alemanha, cujas visitas ainda fizemos na companhia do guia espanhol, e Paris, França, cuja visita estaríamos fazendo por nossa conta, onde ficaríamos mais 02 dias antes de voltar para o Brasil.
No momento que saimos de Praga, parte do grupo que nos acompanhava desde Viena nos abandonou, pois nós seguiríamos direto para Berlim enquanto eles, antes de ir para Berlim, estariam passando pela Polônia.
Na ida para Berlim uma breve parada em Dresden, uma das mais belas cidades da Alemanha, situada as margens do Rio Elba e chamada de "Florença do Elba". Dresden é a capital do estado da Saxónia e tem cerca de 500 mil habitantes. É uma cidade independente, ou seja, possui estatuto de distrito .
Dresden tem uma longa história como capital e residência real dos Reis da Saxónia e é possuidora de séculos de extraordinária cultura e esplendor artístico.
O controverso bombardeamento de Dresden na Segunda Guerra Mundial em 1945 onde cerca de 35 mil pessoas morreram e quarenta anos de RDA mudaram a face da cidade dramaticamente.
Desde a reunificação Alemã, Dresden tem sido um importante centro cultural politico e económico na parte este da República Federal Alemã.
Em Dresden surgiu o segundo curso de Fisioterapia do mundo, em 1918, sendo o primeiro surgido na cidade de Kiel, também na Alemanha.
A seguir algumas fotos dessa bonita cidade, que ficou atrasada pelo domínio comunista até 1989, e que atualmente encontra-se toda em obras.
Como essa era a vista constante da nossa suíte, nem lembramos de pegar o elevador panorâmico para espiar os peixinhos mais de perto. Que pena...
Berlim é a capital e um dos 16 estados da Alemanha. Com uma população de 3,4 milhões dentro de limites da cidade, Berlim é a maior cidade do país, além de ser a segunda mais populosa cidade e a oitava mais populosa área urbana da União Européia.
Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida; Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental, enquanto Berlim Ocidental se tornou um exclave da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro de Berlim, entre os anos de 1961-1989, enquanto a cidade de Bonn tornou-se a capital da Alemanha Ocidental.
Após a reunificação alemã em 1990, a cidade recuperou o seu estatuto, como a capital da República Federal da Alemanha, sediando 147 embaixadas estrangeiras.
Berlim cujos arredores são cobertos de várias florestas e lagos,é um dos mais influentes centros de política, cultura e ciência européia.
Apesar do atraso notório durante o sistema comunista, modernas praças e prédios arrojados mudaram a cara da cidade. Berlim está moderníssima hoje, reconstruída que foi após a queda do muro e após a 2ª Gerra Mundial já que foi bombardeada e destruída em 95% de todos os seus monumentos e território.
Então, só chegamos no hotel, tomamos um banho e saimos para uma visita panorâmica pela cidade que nos remeteu literalmente ao passado, destacando-se a Universidade de Humboldt, a Ópera, o Museu de Pérgamo, o Portão de Brademburgo e a parte mais moderna da cidade. A seguir algumas fotos desse passeio.
Berlim, sua antiga e nova arquitetura
que é uma torre de televisão construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã (RDA) que a usou como símbolo da Berlim governada pela RDA. A torre é facilmente visível de todo o centro e de alguns bairros de Berlim e continua a ser um símbolo da cidade. Tem 368 metros de altura, é aberta à visitação e dela se tem uma bela vista da cidade.
A Universidade de Humboldt que é a mais antiga universidade de Berlim, fundada em 1810.
O Memorial aos Judeus Mortos da Europa, também conhecido por Memorial do Holocausto
O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.
A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.
Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs, mais tarde, equipamentos industriais foram usado para remover quase todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
E no dia seguinte, a aula continuava. Logo cedo, saimos do hotel com o guia local, para uma excursão opcional a Potsdam, que é uma cidade próxima de Berlim, também impregnada de história.
Então, saimos de ônibus, passamos pelo parlamento alemão, que fica aberto diariamente para todos que queiram visitá-lo,
Posteriormente por essas casas ao longo do rio, moraram Stalin, Churchil e Truman quando estavam decidindo a divisão do mundo. Nessa divisão o muro de Berlim por aqui passou e as casas do lado esquerdo do rio ficaram sob o domínio comunista. Essas casas acabaram-se literalmente pois os oficiais comunistas que aqui moravam não tinham nenhum interesse em preservá-las. Estavam totalmente acabadas quando o muro caiu. Os comunistas então foram colocados para fora e as casas foram vendidas para a iniciativa privada que as reconstruiu. Segue fotos de algumas casas que passamos nesse lindo passeio de barco.
Pegamos o ônibus novamente que nos levou até a entrada do histórico Palácio Cecilienhof, local onde se celebrou a Conferência de Potsdam, entre 17 de Julho e 02 de Agosto de 1945,
E depois seguimos pelos maravilhosos jardins do Palácio Sanssouci
Nos portões de entrada da frente do Sachsenhausen, o slogan infame "Arbeit Macht Frei" que quer dizer "O trabalho faz você livre".
Hoje se encontra em Sachsenhausen um monumento em memória ao prisioneiro e funciona um museu que expõe a realidade deste campo.O campo de concentração começou a funcionar em 12 de Julho de 1936, quando a SS transferiu para lá 50 prisioneiros do campo de Esterwegen. Numa primeira fase, o campo de Sachsenhausen foi destinado principalmente a prisioneiros políticos. Veja na foto a seguir a cela individual ainda existente no referido campo de concentração,
Durante a segunda guerra mundial, Sachsenhausen se expandiu num sistema de trabalho forçado em 60 subcampos, concentrados ao redor das fábricas de armamentos, que utilizavam mão de obra gratuita dos prisioneiros, na região de Berlim. Os presos também foram sujeitos a experimentos médicos. Em Janeiro de 1945 havia mais de 65 mil prisioneiros em Sachsenhausen, incluindo mais de 13 mil mulheres, que eram obrigadas a se prostituir em troca da própria vida.
Antes de sua iminente derrota, os nazis ordenaram a transferência dos prisioneiros. Oficiais da SS dispararam contra todos aqueles incapazes de caminhar. As tropas soviéticas libertaram os sobreviventes em 2 de maio de 1945, perto da cidade de Schwerin. Com a ocupação de Berlim por parte das forças Soviéticas, Sachsenhausen tornou-se um campo de concentração soviético usado para repressão tanto da população civil como dos antigos militares nazis. Os arquivos registraram a entrada 140 mil prisioneiros durante o tempo de funcionamento do campo e reconheceram a execução de 30 mil prisioneiros, mas este número não inclui outros milhares de prisioneiros de guerra fuzilados.
Eram centenas de barracões,
cada um, com capacidade para 250 pessoas, conforme foto da placa colocada acima de cada quarto
O campo era seguro e poucas fugas foram bem sucedidas. O perímetro consistiu de três metros de um muro alto vigiados constantemente por guardas e cães, além das guaritas de observação a cada 150/200 metros
que estava dentro de uma determinada faixa para a qual era "proibido aos presos” ultrapassá-la. Portanto, qualquer prisioneiro que se aventurasse a ultrapassar essa faixa até a cerca, era fuzilado pelos guardas sem aviso prévio.
As 03 forcas, ainda existentes em Sachsenhausen.
O Paredão de fuzilamento.
O crematório.
A piscina de formol. Quando entramos nesse cômodo sentimos até um calafrio de tão gelado que é o local. Aqui ficavam amontoados, em piscinas de formol, centenas de corpos que eram autopsiados pelos alunos de Medicina. Agora se entende porque a Indústria Farmacêutica alemã evoluiu tanto...foram tantos experimentos nesses campos...
A homenagem aos mortos
Embora tenha sido um lugar de muito sofrimento e que ter entrado em Sachsenhausen tenha dado um nó na garganta de cada um de nós, valeu muitíssimo a pena tê-lo visitado.
Depois da visita ao Campo de Concentração o guia nos deixou no hotel onde só tomamos um banho e saimos para jantar no bairro judeu.
Na nossa volta para o hotel fotografamos a Kaiser-Wilhelm Gedachtniskircke, principal lembrança que Berlim preservou da segunda guerra. Construída no século 19, a igreja e suas torres eram o orgulho da cidade. Os aliados bombardearam a construção e uma torre ficou de pé, semidestruída.
Fomos então até o maior trecho do muro que é conhecido como a East Side Gallery, coberto por mais de 100 grafites nos seus 1.300 metros que margeiam o Rio Spree. Segue algumas fotos desses grafites:
E ao lado do Checkpoint Charlie, uma amostra dos carros que foram encontrados no lado oriental quando o muro caiu em 1989. Pois é, grande diferença entre o capitalismo e o comunismo...
E na volta para o hotel passamos novamente pelo Portão de Brademburgo
Em destaque a Igreja de Santa Hedwiges(cúpula verde), a igreja católica mais diferente que já visitamos em nossa vida. Observe que há pessoas no meio da praça olhando um símbolo existente no chão. Trata-se de uma biblioteca vazia que foi queimada por Hitler. E alguém, na época do episódio disse: "Aquele que queima livros, um dia queimará gente". E assim foi...A história nos mostrou claramente...
E voltamos para o hotel para organizar as malas pois estaríamos embarcando para Paris no dia seguinte.
Foram 04 dias maravilhosos os que passamos em Berlim e de lá saimos com a certeza de que logo voltaremos a visitar essa linda capital.
E no dia seguinte por volta das 17 hs já estávamos em Paris. Havíamos acabado de chegar de taxi ao Hotel Novotel Tour Eiffel onde só deixamos a bagagem e saimos para jantar.
E mais uma vez, ela, toda formosa na nossa frente: a Torre Eiffel, que é a maior atração turística de Paris, que é o país mais visitado em todo o mundo.
Após o jantar prosseguimos na nossa caminhada até a Champs Elysees e depois retornamos para o hotel. A seguir mais algumas fotos desse passeio.
O Arco do Triunfo que é um monumento, construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806.
Paris, sua linda arquitetura.
A Praça de La Concordia que situa-se ao pé da Avenida dos Campos Elísios (Champs-Élysées) e é a maior praça da capital francesa, uma das mais famosas e palco de importantes acontecimentos da História da França.
A Catedral de Notre DameA Ópera Garnier ou Palais Garnier é uma casa de ópera cujo edifício é considerado uma das obras-primas da arquitetura de seu tempo. Desse lado do prédio, a Academia Nacional de Música,
e do outro lado do prédio, a entrada do teatro.O majestoso edifício tem área total de 11.000 m² e o imenso palco pode acomodar até 450 artistas. O estilo é monumental. O prédio é ornamentado e ricamente decorado, com frisos de mármore multicolorido, colunas e muitas estátuas. O interior é também muito rico, com veludos, superfícies folheadas a ouro, querubins e ninfas. O candelabro central do salão principal pesa mais de seis toneladas, e uma segunda pintura do teto foi feita em 1964 por Marc Chagall.
O Museu do Louvre instalado no Palácio do Louvre é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli.
O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Eixo histórico.
É onde se encontra a Mona Lisa,
O museu abrange, portanto, oito mil anos da cultura e da civilização tanto do Oriente quanto do Ocidente.
O Louvre, gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux é sem dúvida o museu mais visitado do mundo.
A seguir mais algumas fotos que tiramos nessa visita:
E aqui já estávamos novamente no lado de fora do museu, nos dirigindo a pé, para o hotel, onde pegaríamos a nossa bagagem para irmos para o aeroporto.
