"Viajar é mudar a roupa da alma." Mario Quintana

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

DEZ/08 (Cruzeiro na Patagônia)

E mais uma vez o mundo nos aguardava. Saimos de casa para Buenos Aires onde 3 dias após estaríamos iniciando um lindo cruzeiro pela Patagônia, em territórios Argentino e Chileno.

ROTEIRO COMPLETO DA VIAGEM: Buenos Aires/Montevideo/Puerto Madryn/Ilhas Malvinas/Cabo Horn/Ushuaia/Glaciais/Punta Arenas/Estreito de Magalhães/Fiordes Chilenos/Puerto Montt/Puerto Varas/Frutillar/Valparaiso/Vinha Del Mar/Santiago

Já em Buenos Aires, além de tomarmos alguns bons vinhos nacionais, aproveitamos para rever alguns pontos turísticos daquela bela capital.

Aquí, estávamos em Puerto Madero, à beira do Rio da Prata. Aqui, no Espaço cultural, no Bairro da Ricoleta. Ainda na Ricoleta, dentro do famoso Cemitério, ponto turístico, pelos enormes e lindos túmulos, além de aqui estar enterrada a Evita Peron. Na foto a seguir, o túmulo da família Duarte, onde a Evita Peron está enterrada. É sempre o mais florido e o túmulo mais visitado do cemitério. 
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A Ricoleta é um dos bairros mais elegantes de Buenos Aires. É bonito, tem muitos campos e jardins e à noite, com seus inúmeros restaurantes, bares e shoppings, é sempre uma festa. E embarcamos no nosso navio, o Norwegian Sun, que nos conduziria por 15 dias, numa belíssima viagem até Valparaiso no Chile.Em destaque o primeiro chopp para matar o calor e também para comemorar a nossa saída do porto de Buenos Aires. E começávamos a navegar pelo Rio da Prata (que não é um rio mas sim um mar) que entra por Montevideo e se estende até Buenos Aires. Nos disse o guia em Montevideo que foi tratado como estuário (boca profunda de rio) entre Uruguai e Argentina, por acordo, para evitar ser adentrado livremente por embarcações em seus países já que de outra maneira essas águas seriam consideradas internacionais e estariam mais facilmente vulneráveis. Nessa foto estávamos na nossa cabine nos preparando para o treinamento obrigatório de segurança para o caso de necessidade de salvamento em naufrágio e também já arrumados para a noite que sempre é bem longa no navio. Numa das fotos nos encontrávamos em frente a porta da nossa cabine e tentava mostrar os imensos corredores do navio e na outra estávamos no teatro, que tem dois andares, com capacidade aprox de 700 pessoas, onde são apresentados shows todas as noites, e pra variar eu tomava mais um drink.  E no dia seguinte chegamos em Montevideo e saimos para o nosso primeiro passeio.

Montevideo não é em absoluto uma das mais belas capitais que conhecemos. Tem 1,6 milhões de habitantes - metade praticamente da população uruguaia. 
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Aqui, já estávamos novamente no navio e Montevideo começava a ficar pra trás. Numa das fotos, ao fundo, outro navio de cruzeiro, também ancorado no porto. Nessas fotos, nos encontrávamos na nossa cabine enquanto nos preparávamos para o jantar; descida de um andar pra outro, todos com lindos quadros ou obras de arte, e também na parte externa do navio onde se podia contorná-lo por inteiro num percurso de 500 metros. Dia seguinte, de navegação, aproveitamos pra mostrar um pouco do navio como as subidas entre um andar e outro, as lojas e a entrada do teatro. Aqui, ainda no 6º andar, o cassino, a joalheria, os bares, as obras nas escadas ligando um andar no outro. 
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E mais alguns ambientes no 6º andar, como a casa de shows, a descida para a recepção e chegada no 12º andar onde fomos até a Capela. E a noite, degustando um vinho na varanda da nossa cabine.E no dia seguinte ancoramos em Puerto Madryn, pequena e simpática cidade Argentina, onde tivemos a oportunidade de visitar a maior colônia de pinguins da região. Punta Tombo é o nome dessa colônia onde vivem milhares e milhares de pinguins. Valeu a pena a viagem de quase 2 horas até lá. Os pinguins são dóceis e se aproximam muito das pessoas. Só não é recomendável se tocar neles porque as bicadas deles podem machucar.  
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Consegue-se chegar bem perto deles apesar de estarem com filhotes. Temos que tomar cuidado o tempo todo, para não atropelá-los ou para não sermos atropelados por eles. A única coisa ruim é o cheiro fortíssimo das fezes dos bichinhos. E na saída de Punta Tombo encontramos também os guanacos, típicos também dessa região. E aqui já estávamos de volta ao navio, quando deixávamos Puerto Madryn para trás. 
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E à noite, mais uma vez na nossa cabine, antes de sairmos para o jantar. Todos os dias quando chegávmos na nossa cabine para nos arrumar para o jantar encontrávamos sempre um bichinho feito com toalhas de banho em cima da cama. Dessa vez encontramos um cachorrinho com o meu óculos na carinha dele. Muito fofo. Mais um dia de navegação. Como o dia estava apropriado, com pouco vento e um solzinho agradável, resolvemos fazer um pouco de atividade física. E continuamos explorando locais diferentes do navio. E saimos mais uma vez para jantar. A medida que descíamos a América e aproximávamos da Antártica, os dias ficavam mais longos. Nesse horário que jantávamos e que tiramos essas fotos na parte externa do navio eram 09:30hs (10:30 hs no Brasil). 
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Amanhecemos num novo porto e saimos para mais um passeio. The Falkland Islands ou Ilhas Malvinas, pertence a Inglaterra mas os argentinos não se conformam e até hoje ainda acham que são deles. Por causa dessa pequena porção de terra houve uma guerra em 1982. Aqui é proibido falar castelhano ou espanhol. A moeda é libra (oficial) mas pode ser usado também o Dolar ou o Euro. O monumento da foto é uma homenagem aos ingleses mortos na guerra de 1982. Ilhas Malvinas, suas ruas e construções locais.
   
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Como essa ilha não tem cais, ancoramos no mar e esses barcos do navio é que faziam o transporte entre a ilha e o navio. A cada 10 minutos podíamos pegar um barco desse, que tem a capacidade de 140 passageiros, para ir ou voltar do navio . E as Ilhas Malvinas já tinham ficado pra trás. Aqui já estávamos no restaurante do navio degustando mais um vinho. Mais um dia de navegação. Haveria aqui o batismo de quem quisesse, devido a proximidade ao Cabo Horn, ponto extremo da América; na outra foto apreciando a paisagem no 11º andar, no restaurante onde tomávamos o café da manhã, todos os dias. Aqui já divididos pelo Oceano Atlântico e Pacífico. A medida que nos aproximávamos do Cabo Horn sentíamos a diferença na altura das ondas, na queda da temperatura e também o aumento da velocidade dos ventos. Horn é o nome de uma cidade holandesa que financiou a expedição que descobriu o cabo. O Cabo Horn fica no extremo das Américas. Neste local há muitas formações vulcânicas que surgem do mar fazendo mais lindo e encantador ainda, o local.Lá, há o encontro do Oceano Pacífico (nada pacífico) com o Oceano Atlântico, que tem temperaturas diferentes. Há também a proximidade com o Continente Antartico que fica aprox. a 700 km . Aqui nesse lugar sente-se a influência da temperatura antartica, o encontro dos oceanos e um grande vago - muito grande - de qualquer coisa ou lugar que impeça a formação e a propagação de grandes ventos. Por isso exatamente aqui, há mudanças repentinas e grandes dos fenômenos da natureza, fazendo com que a violência do mar torne-se assombroso para os navegadores. Aqui é chamado cemitério de navegações principalmente para as pequenas embarcações. Infelizmente quando passamos em frente, o cabo estava totalmente encoberto pela serração. 
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Aquí continuávamos em navegação, explorando o navio e as fotos no lado externo do navio foram tiradas às 23:00 hs (No Brasil, era meia noite). A proximidade do Continente Antartico torna o dia mais longo. E no dia seguinte mais um porto a ser visitado. Dessa vez Ushuaia, Terra do Fogo ou Fim do Mundo. Pode-se chamá-la como quiser. Na minha opinião é a mais linda, encantadora e charmosa cidade Argentina. Passa-se pelo Cabo Horn, navega-se pelo Canal Beagle para se chegar até aqui e em pleno mês de dezembro vê-se o tempo como estava encoberto e as geleiras visíveis ao redor de toda a cidade. Aqui pode-se estar em algum lugar da cidade Argentina, olhar ao redor, ver a Cordilheira dos Andes e saber que o Chile está logo alí do outro lado. Há briga territorial com os chilenos até hoje apesar de em 1977 o Papa João Paulo II ter arbitrado os limites dos países. Aqui existem ilhas que são definidas para o Chile ou para a Argentina, pela profundidade das águas onde elas estão.   
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Nesse passeio fomos de ônibus até o Parque Nacional de Ushuaia, onde pegamos um catamarã que nos levou até a colônia de leões marinhos.   Nesse momento já estávamos de volta ao porto para embarcarmos novamente no nosso navio, o Norwegian Sun, com capacidade para 2.000 passageiros, 1.000 tripulantes, 12.000 toneladas, confortável, muito grande e assim mesmo, algumas vezes balança bem. 
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E mais uma vez partimos pelo Canal Beagle, em direção ao Estreito de Magalhães. E logo apareceriam os fiordes chilenos e os glaciais. Estava muiiiiito frio!!! Muitas geleiras, lindos canais. É um visual fantástico. Dá para ver, mas descrever é difícil. Com exceção do Romântico, que tem uma cachoeira enorme que corre sob ele, os outros glaciais recebem nomes de países como França, Alemanha, Holanda, etc. O navio navega durante várias horas por esse lindo visual, a uma velocidade média de 20 km/hora.  E outra vez ancorados. Dessa vez em Punta Arenas, porto chileno, já no Estreito de Magalhães. Então, fizemos um passeio pela cidade: visitamos dois museus e um cemitério.  
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Em navegação novamente e nós no restaurante nos deliciando de mais um bom vinho nacional antes do jantar. Em navegação pelo Estreito de Magalhães, descoberto pelo navegador Fernando de Magalhães. Encurta uma distância grande de navegação entre o Atlântico e o Pacífico, sem a necessidade de se ir ao Cabo Horn. Pertence ao Chile. Não se paga nada para navegar por ele (não é como no Canal do Panamá), mas as autoridades chilenas exigem que se tenha um prático chileno a bordo de toda embarcação. Uma curiosidade que percebemos é que quando se navega em águas chilenas é obrigatório fechar o cassino do navio. Se a navegação durar 1, 2 ou 3 dias o cassino permanece fechado. Mas no Chile há cassinos funcionando oficialmente. Puerto Varas e Vina Del Mar está cheinha deles, vai entender... Nas fotos das paisagens externas queríamos mostrar que deixávamos o Estreito de Magalhães e entrávamos em águas internacionais do Pacífico. A paisagem chilena realmente é muito linda...E como era dia de navegação só nos restava andar muito pelo navio e fotografar alguns lugares ainda não visitados. E nessa noite enquanto estávamos jantando fomos avisados que apesar de termos deixado o Estreito de Magalhães há mais de 7 horas, teríamos que retornar para lá para socorrermos uma embarcação que estava tendo problemas mecânicos colocando em risco as 140 pessoas que nela estavam a bordo. Pelas leis internacionais, em caso ne naufrágio, sempre a embarcação mais próxima tem que socorrer a outra que se encontra em perigo. Pois então, depois de retornarmos todo o percurso, não houve necessidade da ajuda do nosso navio pois o navio da marinha chegou na nossa frente com todos os apetrechos necessários, inclusive um helicoptero, que acabou servindo para pegar um passageiro que passou mal no nosso navio e precisou ser socorrido. Felizmente não houve nada mais sério no outro navio, mas o atraso de 24 horas que acabamos sofrendo impediu a nossa parada em Puerto Chacabulco. 
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Acabamos por isso, tendo mais um dia de navegação forçada e aproveitamos para continuar explorando o nosso navio, depois de fazermos um happy hour na nossa cabine. E à noite, que se negava a cair, no restaurante, sentávamos na nossa mesa ao lado da janela, para tomar um vinho, jantar e continuar apreciando os lindos Fiordes Chilenos. E no dia seguinte continuávamos a navegar pelos Fiordes Chilenos  
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E depois de navegarmos tanto, finalmente poderíamos voltar a pisar em terra firme. Chegamos portanto a Puerto Montt , no Chile, onde saimos para um passeio até Puerto Varas e Frutilar. Na foto seguinte o destaque maior é o nosso navio, lá no horizonte. As demais fotos foram tiradas no centro de Puerto Varas. Aqui eu estava ainda em Puerto Varas, em frente ao Vulcão Osorno. E aqui já tínhamos chegado a Frutillar, cidadezinha simpática, de colonização alemã. Nesse momento já tínhamos retornado para Puerto Montt, onde resolvemos almoçar antes de retornar ao navio. E como não podia deixar de faltar, um vinho para o maridão e um baita chopp pra mim. 
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Nesse momento deixávamos Puerto Montt, coroados por um belo arco iris no céu. Na nossa penúltima noite no navio, tivemos jantar especial e despedida da tripulação. Numa das fotos o maridão com Anne Francisco, filipina simpática que nos recepcionava todas as noites no restaurante e nos arranjava sempre bons lugares. Que pena, esse era o nosso último dia de navegação. Numa das fotos o maridão junto com os filipinos Borbonga e Budi, figuraças alegres e divertidas que foram nossos camareiros durante toda a viagem. E à noite tiramos algumas fotos com o pessoal do restaurante: a Madalena,da Romênia, o Mauro, da Filipinas, O Darrow Swan, de Trinidad Tobago, a Helena, não lembro de onde, a maitre peruana que todas as noites passava em nossa mesa para conversar fiado, e um outro filipino. (Nesse navio os filipinos são quase 90% da tripulação). 
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E depois do jantar eu e o maridão com a Nubia e o Davi, no Chocohoolic buffet (todas as esculturas eram feitas em chocolate ou gelo). E a nossa última foto no navio na hora do desembarque, junto com a Nubia, Maurilio, Vitor e Davi, gente bacana do Ceará, com quem passamos bons momentos nessa linda viagem. 
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Então, já havíamos desembarcado em Valparaiso, onde fizemos um tour e depois também em Vina Del Mar, antes de seguirmos para Santiago, onde pernoitamos.

Valparaiso - capital legislativa e o mais importante e maior porto chileno. Vina Del Mar - suntuosas residências de veraneio e luxuosos hotéis.   
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Vinícolas no caminho entre Vina Del Mar e Santiago. Santiago - nosso jantar no Restaurante El Índio Picaro, na Rua Suécia. Tanto quanto se chega quanto quando se sai de Santiago temos todas as bagagens vasculhadas no cheiro por pequenos cachorros. Eles são treinados durante quatro meses para sentirem nas bagagens o cheiro de frutas e drogas. Muto fofo os bichinhos em serviço. E a nossa última imagem - a Cordilheira vista de dentro do avião. Nessa época, em dezembro, ela fica praticamente sem gelo. 
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E assim acabou mais uma bela viagem que curtimos muito e que provavelmente iremos repetí-la um dia.

















FIM

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